XVeme – Mosaico

by jaguari

O XVeme desperta com um clima cotidiano, que você pode se apropriar numa sensação leve de que se trata de um dia parisiense. Crianças que vão a escola, as imensas veias sobre trilhos que trazem o trabalho para dentro da cidade e também levam para o subúrbio, imigrantes que chegam dos mais diversos cantos, alguns para o trabalho, outros para visitar os que trabalham e, quem sabe, trabalhar. As malas desenham caminhos dispersos nas escadarias do metro linha 12, nas principais vias: Convention, Vaugirard e até mesmo na pequena viela Santos Dummont.

Descendo a Convention, partindo do limite com a Rue de Vouillé, da praça Charles Valin, pode-se observar o comércio iniciar suas atividades. A Boulingerie, charcuterie, formagerie e a livraria Le Divan (incluindo a jeunesse mais divertida ainda).  Os livros da Gallimard expostos na rua, os cartões postais  e o aroma  que envolve até chegar ao metro Convention, linha 12, próximo ao cinema Gaumont. Se quiser aprender como chegar neste aromas, texturas e combinações alguns mestres rondam o bairro. Pode se dizer que a vida começa (talvez…). Se estiver com disposição, pode descer toda  Rue de la Convention e chegar ao Pont Mirabeau, onde a sua direita observará a Tour Eiffel. No caminho uma cerveja Leffe pode ser bem vinda, em qualquer bar, que talvez por sorte seja o de outono de 1973.

escrita

Caminhando

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma sugestão é o caminhar aleatório, descartar os guias dos melhores lugares, dos melhores bares que nunca sabemos se foram ou não pagos para estarem ali. Evitamos viver um dia de fúria e aumentamos as chances de um outro processo aleatório, mais saboroso, nos encontrar nas esquinas. Como escreveria Poisson ( \frac{e^{- \lambda} \lambda^k}{k!} ).

Entretenimento – Pariscope

Ministério

A cidade tem uma amplitude que vai além das distâncias temporais e geográficas. Você pode usufruir do clássico, do universal, do árabe e belas fotos de Cartier Bresson,  e outros olhares (RD). O jazz e as vezes echec et jazz. Quantas moedas tem no bolso?.

Um pouco de música pode ajudar como a divertida Vesoul com Brel e Marcel Azzola, ou mais dramático em 1962, canções do pop francês ou o pianista do norte. Ou até mesmo de TV que já teve uma bela abertura com a canção de Lili Boniche “Ana El Owerka”.

Comedie Française

Comedie

Comedie  – num dia de chuva qualquer.

A linha 12 leva para a região de Pigalle e Montmartre. Para alguns uma região sombria para outras uma atmosfera para se respirar longe de muita ostentação. Música, artigos eróticos, boa comida além de um universo bem rico. Um outro destino que parece encurtar as distâncias do mundo, como entrar na República e sair na Republique: o mercado.

Uma alternativa interessante é andar em direção ao Institute Pasteur, com disposição pode-se chegar a Montparnasse. No mês de abril geralmente há o festival de cinema brasileiro em algum dos cinemas desta região.

Ile de la cite

Artista – Île de la Cité

Os filmes de época como Mon oncle a A bout de soufle são deliciosos para deixar que um pouco da França deixe de lado outras âncoras que temos. Ficamos mais leves e apreciamos os artistas de rua, afinal, é um teatro a céu aberto. Física? matemática? Fourier, Laplace, Cauchy, Coulomb, Lagrange, Poincaré,… e belos livros antigos e reeditados em diversas livrarias.

Jardim

Jardim

Saudade do Brasil antes do aeroporto – samba de Orly? também tem boa comida para continuar a caminhada.

Paris

Paris

 Qui vit sans folie n’est pas si sage qu’il croit – François de La Rochefoucauld

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