O menino

by jaguari

Tão logo o menino nasceu, descobriu o quanto o riso romperia as fronteiras. Do grupo escolar, seu olhar se emancipou nas quatro operações, de Vila Ventura, as asas, que as pautas não impediram de descobrir. Há pessoas que não escrevem entre dois riscos ligeiramente azuis, escrevem no ar. Vento e aventura. O riso recorrente volta em forma de cordel e a sabedoria de rir de si mesmo, das botinas apertadas, do arroz em querosene e da distância, sempre marcada e inalcansável, dos bailes e no tempo, Belmonte & Amaraí. De espírito livre, a vida foi generosa desde o pé na terra, um fio condutor e uma métrica, inexata, porém precisa. Quem dele precisou, foi exato, estava lá. Daqueles que passaram, uma história engraçada, uma cachaça boa e um recado da nona. Da cozinha, fazia a vida parecer simples e talvez realmente seja. Com a mão esquerda espalmada para o alto e a outra no ventre, dança sozinho, a seu modo e feliz.

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