Jaguari com Sambaiba

Studio, 58 75015

Olga em construção

A mesa

Pão pelo amigo Rodrigo

Nasceu uma revolucionária. Amada e odiada por uma plêiade de homens e mulheres. Figura carismática que, caso o mundo não se acabe, irá ocupar seu espaço na transformação da humanidade.

R.A.C. Farias – 24 de julho de 2014

 

Saudade 75

stones

Casa Nova

Fomos tão felizes e tão intensos. Houve tanto riso e renuncia, que as vezes me sinto vestido de uma covardia indolor. Tanto me alimentei desta festa que criei cicatrizes falsas e minha estupidez trocou de lugar na razão. Seu espírito livre ainda me embala e me acompanha. Sua inexistência e sua existência anterior não se contradizem, coexistem em uma harmonia que me faz sangrar. Passo meus dedos fracos pelos cordões vermelhos que escorrem, e levo a boca para ver se desperto. Cada vez que me levanto, o mundo gira e me deito em minha rotina de verdade. São poças e poças e sangue inocente, sangue de tudo que vivemos.

Lembra do tango? eu lembro, e como lembro. Acaricio suas costas, seus cabelos e suas histórias. Não quero nada em troca, nem voltar no tempo, nem uma sexta-feira. Quero continuar nossa história, incondicional. Saudade.

 

 

 

 

Onde os garotos desceram?

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Carta ao amigo Alexandre

Tudo estava desarrumado, tudo parecia contrariar o sentido exato de tudo que era sem sentido. Sim, sonhávamos com a porta aberta, com a mesa pronta, com as festas e suas diferenças. Sonhávamos com as camas desarrumadas e suas luzes mínimas.

Tudo estava fresco e todos eram testemunhas. Nossa pele estava intacta e nossas roupas, que eram poucas, festejavam a descoberta de lugares e amigos. Estávamos felizes e desacompanhados. Quantas vezes não traímos o riso para aumentar o risco?

Um espuma branca se esboça em nossas conversas, nem todos estão presentes, outros nunca mais estarão. Não satisfeitos, insistimos em aumentar o riso para reduzir o risco, em manter as camas arrumadas na intenção de simular o normal.

As luzes mínimas despertam uma saudade latente dos amantes e seu tempo infinito. Como se estivessem a navegar, cruzar um espaço curvo. Engolimos seco, fechamos as portas, desprezamos a mesa e esquecemos as festas.

Mesmo assim, uma sequência de suspiros turvos, alivia as cortinas imorais e revela um par de olhos negros. Há tempos fico por horas a observá-lo. Só não sei se hoje ou outrora.

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